Eis a abominação, ouço o bater de suas asas, eis a conjuração me arrastando para as trevas com suas garras. A luz de seus olhos é como o fogo do inferno, sussurros que levam ao delírio perpetuo. Não deveria ouvir suas palavras, abrir o livro e ler suas páginas. Ser levado à loucura que condenou a minha alma. Ainda sinto o cheiro do sangue antigo, o mártir do cosmo e do abismo, velas acesas, Símbolos necrosam no corpo pútrido. Janelas cósmicas foram abertas, o pesadelo de outra era, o medo antigo. Gritos que ecoa vindo das trevas. Trouxe consigo o abismo, terror antigo esquecido, eu cedi a luxuria, entorpecido em prazer e tortura. Eu sei que o fim está próximo, me entreguei à loucura do ópio, as estrelas serão testemunhas, meu sepulcro perante a lua. Voz que sussurra aos ouvidos, em meu braço seu toque tão frio, a vida se esvai em feridas, contemplo o vôo das criaturas malditas...