Entre sombras esqueço quem fui Noite eterna, abismo a consumir Sopro gelado, que insiste me ferir Nos véus sombrio, danço o som do vazio Abraço o frio, meu último desvio. Rios de sangue no meu altar Lâminas gritam, morte a chamar Silêncio fúnebre, eco ancestral O desejo de morte, meu hino final Nos braços da morte quero repousar Longe da luz, onde a dor não me vai alcançar A escuridão me chama, teu filho eu sou No sepulcro eterno, o nada me conquistou Olhos sem vida, olhando o além Cânticos negros, como requiem Correntes do tempo quebram-se no chão Renego a carne, abrigo a perdição Abrigo a perdição Entre sombras, esqueço quem fui Pó ao pó, meu espírito flui Nas cavernas frias, encontro meu lar No Eterno vazio, desapareço Desapareço devagar…. A escuridão me chama, teu filho eu sou No sepulcro eterno, o nada me conquistou…