Nas profundezas do ser ecoa o vazio que insiste em crescer Sussurros do vento, companheiros do pranto No abismo da mente, sou espectro errante Corações mortos, jamais encontrar A solidão é o fardo que tenho de carregar No reflexo do espelho, um estranho a gritar A ausência devora, não há lugar! Coroado pelo nada, sou rei do silêncio Deserto de almas, eterno tormento A solidão é a lâmina, cortando a razão Na vastidão do vazio, sou só Escuridão!! Cada passo é um grito abafado Cada suspiro, um lamento calado Na noite fria onde a luz não alcança Morro em pedaços... As estrelas caem, traçando o meu fim Céu despedaçado, negro sem fim... Sou a voz do silêncio, o eco perdido A sombra esquecida num mundo ruido… Coroado pelo nada, sou rei do silêncio Deserto de almas, eterno tormento A solidão é a lâmina, cortando a razão Na vastidão do vazio, sou só Escuridão!!