Terra profanada, coberta de mortos Lamentos afundam-se em cinzas e lama A guerra sangra sobre os condenados Os escombros soterram a última prece O chão treme… O sangue ferve… Ninguém escapa… Ninguém regressa… Dos gritos se ergue um hino de ódio Nas valas repousam corpos sem nome O tempo esquece, a terra consome Todos sepultados na ira do fim Punhos erguidos em fúria e rancor Crânios esmagam-se sob o peso da dor A lâmina corta sem pena ou glória Somente ruínas restam do homem O chão treme… O sangue ferve… Ninguém escapa… Ninguém regressa… Dos gritos se ergue um hino de ódio Nas valas repousam corpos sem nome O tempo esquece, a terra consome Todos sepultados na ira do fim Chamas devoram o céu sem piedade A sombra cresce na voz dos carrascos A morte avança, faminta e impura No extermínio de eras caídas em pó O chão treme… O sangue ferve… Ninguém escapa… Ninguém regressa… Dos gritos se ergue um hino de ódio Nas valas repousam corpos sem nome O tempo esquece, a terra consome Todos sepultados na ira do fim