Rasgam-se os céus em fendas de trevas A luz corrompida, em sombras se desfaz Choram os mortos nas ruínas do tempo Ecos perdidos num mar de lamentos Nada resta… Só cinzas e pó Nada persiste… Só o flagelo sem fim Pelos ossos ergue-se o trono Feito de morte e podridão E cada grito é um hino esquecido Na marcha eterna do flagelo das almas O vento uiva cânticos profanos Traz a peste em névoas de dor As almas queimam no ódio divino Rasgadas no véu da condenação Nada resta… Só cinzas e pó Nada persiste… Só o flagelo sem fim Pelos ossos ergue-se o trono Feito de morte e podridão E cada grito é um hino esquecido Na marcha eterna do flagelo das almas Vêm os espectros, arrastam correntes Bebem o sangue dos que sucumbiram Oram os vivos, mas a fé silencia Soterrada em fendas de escuridão Nada resta… Só cinzas e pó Nada persiste… Só o flagelo sem fim Pelos ossos ergue-se o trono Feito de morte e podridão E cada grito é um hino esquecido Na marcha eterna do flagelo das almas