Línguas de fogo vociferam Palavras em chamas ardentes O vapor relutante condensa As sombras que o sol não cobre Agredido sem piedade Ensanguentado sofrendo agonias O ápice da realidade Prenúncio do deus que dizia: "quando precisares de mim, falharei. Sozinho no mundo estarás. A mão do alívio Nunca virá" Coberto de chagas secas No dia que ninguém lembrará Eu nunca hei de esquecer O deus que a mim desprezou.