Em uma névoa adentro as almas vagam
Presas a rodas que eternamente giram
Sob o céu de cinzas
A vida se esvai em busca de um alento em vão
Espelhos d'água refletem o passado
Cicatrizes da alma apagadas
Em cada renascimento uma face
Mas da essência um perpétuo labirinto
A areia escorre entre os dedos da existência
Marcando o tempo, a lenta transição
Em sonhos e pesadelos
A alma debate
Em busca de um porto
Em um mar revolto
A luz pálida da lua
Ecos de vozes perdidas
A roda gira implacável e cruel
Aprisionando a alma
Em eterno tormento
Mas no meio do caos
Um raio de esperança
Um vislumbre de paz
Além do véu e da névoa
o despertar, o caminho a seguir
Quebrando as correntes do sofrimento
Samsara
Aprisionando a alma em eterno tormento
Samsara
A Roda gira implacável e cruel
Em silêncio a alma se eleva
Livre das amarras em busca do céu
Em um eterno agora
A paz se encontra
Além do tempo, da dor, do sofrimento