4 da manhã Tou sem pregar olho Todo roto, todo queimado Acho que queimei o pistão Já nem sei como falar sequer Numa mão tenho uma faca Na outra o folheto do supermercado Vou sorrir para quê mesmo? Está tudo fodido Só faltava mesmo chutar o balde Mas não tenho guito para o filho da puta Pelo andar da carroça Mais vale alugar o corpo a outro O futuro está em saldo Mas nem às prestações chego lá