A terra manchou-se de sangue A vida castiga o homem do campo Na terra cultiva a semente do ódio Da morte e escravidão Nenhum palmo de terra é mais ninguém Esfarelam a vida do trabalhador Índios e camponeses em valas coletivas Todo o sangue nas mãos de um senhor Mesas fartas de fome O arado corta a pele Semeia a miséria e a fome Pelos campos e nos sertões Mesas fartas de fome O arado corta a pele Semeia a miséria e a fome Pelos campos e nos sertões Correntes prendem o homem na terra Desapropriados e entregue aos tiranos Escravo daquilo que sempre foi seu Resistem aos ataques desumanos A terra pertence aos produtivos A luta cobra com a vida A revolta cresce a cada dia O sangue não será em vão! Destruindo os senhores e barões! Mesas fartas de fome O arado corta a pele Semeia a miséria e a fome Pelos campos e nos sertões Mesas fartas de fome O arado corta a pele Semeia a miséria e a fome Pelos campos e nos sertões