Sorrateiro, como uma sombra que se esgueira pela luz do dia, ele cresce silenciosamente, ocupando os espaços vazios com suas sementes amargas Sua presença se avoluma, consome as vontades e o brilho das órbitas , transformando júbilos em goivos, pompas em vazio Ele não busca glória nem se rende à culpa, mas destrói pacientemente, como um câncer que corrói a carne É uma força que não teme o tempo, porque ele é o seu companheiro Devora lentamente, sem pressa, até que o ser se veja perdido, suas palavras e sentimentos reduzidos a cinzas (As vontades e o brilho das órbitas , transformando júbilos em goivos… como um câncer que corrói a carne é uma força que não teme o tempo, porque ele é o seu companheiro. Devora lentamente, sem pressa…) As sementes, apodrecendo no solo das vaidades e das falsas esperanças, nunca... nunca germinarão (Suas palavras e sentimentos reduzidos a cinzas) E assim, ele preenche o peito vazio, ocupa o coração com a ausência, enquanto a alma, exausta, lamenta a perda Do que nunca mais retornará O vazio é sua única companhia, e a memória daquilo que se foi, um eco distante (Exausta) (Um eco distante) que nunca mais se apaga Que nunca mais se apaga